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Boa Madrugada | quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Prefeitos e lideranças das Missões alinham ações para o evento Missões da Justiça e Cidadania

A Justiça vai até as Missões. E as Missões se mobilizam para transformar demandas em ações e resultados.
Publicado em 25/08/2026
Por Izabel Cristina Ribas de Freitas

Prefeitos, vice-prefeitos e secretários dos municípios da Região das Missões estiveram em Porto Alegre para uma reunião com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão, com o objetivo de alinhar as ações para o Missões da Justiça e Cidadania, que será realizado de 17 a 19 de novembro, em São Miguel das Missões. O encontro reuniu lideranças municipais em torno de uma agenda que busca aproximar as instituições públicas das necessidades concretas da população e transformar demandas regionais em ações efetivas.

O Missões da Justiça e Cidadania será uma força-tarefa de cidadania, reunindo Justiça, órgãos públicos e instituições parceiras para oferecer, de forma integrada, serviços de justiça, cidadania, saúde, documentação, assistência social, mediação, formação e cultura. As atividades serão concentradas no Ginásio Municipal de Esportes de São Miguel das Missões, com atendimento prioritário à população em situação de vulnerabilidade e às comunidades tradicionais.

Durante a reunião, os gestores missioneiros entregaram ao ministro Carlos Brandão uma agenda regional contendo as demandas prioritárias dos 27 municípios que integram a Associação dos Municípios das Missões (AMM). O documento foi construído de forma conjunta pelos municípios e reúne necessidades e potencialidades da região, organizadas em diferentes áreas estratégicas, como infraestrutura, educação, saúde, patrimônio histórico, turismo, segurança, regularização fundiária, gestão pública, desenvolvimento rural, meio ambiente e integração internacional.

Entre as prioridades apresentadas estão melhorias em rodovias e pontes, ampliação do saneamento e da conectividade, fortalecimento da estrutura hospitalar, implantação e ampliação de cursos de ensino superior, regularização fundiária, investimentos nas comunidades Guarani, preservação dos sítios arqueológicos, qualificação do turismo e da cultura, além de iniciativas voltadas à modernização da gestão pública e ao desenvolvimento econômico regional.

A iniciativa também resgata uma preocupação histórica com os povos Guarani da Região das Missões. A aproximação das instituições públicas com essas comunidades, a escuta de suas demandas e o reconhecimento de sua trajetória histórica e cultural integram a agenda apresentada pelos municípios. Entre as reivindicações estão ações relacionadas à habitação, saneamento, transporte, educação, infraestrutura, regularização territorial e valorização do artesanato e da cultura Guarani.

Essa perspectiva reforça o caráter do Missões da Justiça e Cidadania como uma iniciativa que vai além da prestação de serviços. A proposta é aproximar a Justiça e as instituições públicas das comunidades, especialmente daquelas que historicamente enfrentam maiores dificuldades de acesso, criando condições para que suas demandas sejam ouvidas e encaminhadas. O próprio projeto prevê a participação de instituições voltadas aos direitos, à saúde, ao trabalho, à renda, à regularização fundiária e aos povos originários.

Para o presidente da AMM, prefeito João Alberto Aquino Gomes, a articulação entre os diferentes poderes e instituições é fundamental para que as demandas da região avancem e se transformem em resultados concretos. “Esta união entre os poderes tem um objetivo principal: melhorar a vida das pessoas. Quando os municípios trabalham de forma conjunta com o Judiciário, o Estado, a União e as demais instituições, conseguimos transformar as necessidades da nossa população em ações efetivas e construir um futuro melhor para toda a Região das Missões”, destacou.

Também participou da reunião o presidente da Associação Legislativa das Missões (ALM), vereador Jair Miguel Lenz, reforçando a mobilização regional em torno das pautas consideradas estratégicas para o desenvolvimento dos municípios missioneiros.

A agenda apresentada ao ministro não se limita a uma relação de reivindicações. A proposta é estabelecer um mecanismo de acompanhamento capaz de transformar cada demanda prioritária em um fluxo de decisão, com definição de responsáveis, próximos passos, prazos e prestação de contas. A estratégia busca garantir que o Missões da Justiça e Cidadania deixe um legado para além dos três dias de atendimento.

Com 27 municípios unidos em torno de uma agenda regional, a AMM defende que muitos dos desafios enfrentados pelas Missões ultrapassam os limites administrativos de cada cidade e exigem atuação integrada entre municípios, Judiciário, União, Estado, instituições públicas e sociedade civil.

O evento será, portanto, uma oportunidade para aproximar a Justiça da população, ampliar o acesso à cidadania e, ao mesmo tempo, fortalecer uma agenda permanente de desenvolvimento regional. A expectativa é que a mobilização institucional resulte em encaminhamentos concretos para demandas que impactam diretamente a qualidade de vida das comunidades missioneiras.

 

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