MINISTÉRIO DA CIDADANIA AUTORIZA INÍCIO DE OBRAS NO SÍTIO HISTÓRICO DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES
09 de Fevereiro de 2019
MINISTÉRIO DA CIDADANIA AUTORIZA INÍCIO DE OBRAS NO SÍTIO HISTÓRICO DE SÃO MIGUEL DAS MISSÕES
Prefeitos Missioneiros e autoridades presentes no evento

O turismo na região do Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo, localizado no município de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, recebeu relevante contribuição do governo federal, nesta sexta (8). Isso porque foi assinada, no local, a ordem de serviço que autoriza o início das obras de requalificação urbanística do entorno do sítio, patrimônio do Brasil e da Humanidade. Serão investidos, na primeira etapa da obra, R$ 3,05 milhões, por meio do PAC Cidades Históricas. O evento foi prestigiado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra; pela presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa; e pelo secretário adjunto da Secretaria Especial da Cultura, José Martins. Vinculado ao Ministério da Cidadania, o Iphan administra a linha do PAC que investe em municípios com bens tombados.

Os benefícios das obras para os turistas e moradores locais serão transformadores. Entre as melhorias previstas, estão um novo pavimento de pedra, ciclovias com pavimento rígido, calçadas com pavimento em concreto e telas de aço, acessibilidade, trilhas, paisagismo e a requalificação de três praças. A melhoria da infraestrutura urbana do entorno do sítio tombado irá, consequentemente, melhorar as condições de habitabilidade, drenagem e tráfego.

O ministro destaca que a iniciativa será um grande propulsor do Turismo religioso e cultural. “Tudo que representa este sítio será um investimento de R$70 milhões. Queremos, com investimentos culturais de todas as formas, cumprir rapidamente as etapas”, afirmou Terra.

Tombado como Patrimônio Cultural pelo Iphan, em 1938, e declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1983, São Miguel Arcanjo é um dos principais vestígios do período das Missões Jesuíticas Guaranis em todo o mundo. Os vestígios materiais existentes no sítio – corpo principal da igreja, campanário e sacristia, partes das construções conventuais, fundações e bases das habitações indígenas, praça, horto, canalizações pluviais, objetos sacros – expressam o modelo de ocupação territorial permeado pela interação e troca cultural entre os povos nativos e os missionários europeus.

A construção da Igreja de São Miguel demorou dez anos para ser concluída e o projeto foi inspirado na Igreja de Gesú, em Roma, e atribuído ao arquiteto jesuíta Gian Battista Primolli.

O projeto integrava uma rica e colorida ornamentação interna, formada por entalhes, pinturas e esculturas com inúmeros motivos sacros. O sítio de São Miguel Arcanjo integra o Parque Histórico Nacional das Missões, composto ainda pelos sítios arqueológicos de São Lourenço Mártir, São Nicolau e São João Batista.

 Além de São Miguel das Missões, o PAC prevê investimentos em outras três cidades do Rio Grande do Sul – Porto Alegre, Pelotas e Jaguarão -, totalizando R$ 154,43 milhões em 29 obras. “Não basta a preservação. Também precisamos investir em promoção atraindo turistas, gerando emprego, renda e cidadania. É o que estamos buscando”, avaliou Kátia Bogéa.

Por Izabél Cristina Ribas

Fonte: Assessoria de Comunicação/Secretaria Especial da Cultura/Ministério da Cidadania

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